domingo, 22 de agosto de 2010

Café, palavras, palavras e palavras




Desde que retornei com raízes e tudo à terrinha chamada Caxias, tenho tido tão pouco tempo de escrever certas coisas. Não que elas não me passem na cabeça 37 vezes por dia ou que eu não me atormente com o fato desse tempo já estar me amarrando à seu ponteiro. Evidente que sim. É que esse blog surgiu como uma espécie de confessionário (hehehe) para que outras coisas possam ser ditas além do que a gente grava, escuta, vê e coloca na edição final do Café com Palavras e não estou tendo tempo para fazê-lo! That’s it!

Porém, acabo me confortando, mesmo que a falta de tempo me desconforte e me desconforme, com o fato de que há uma estrada imensa pela frente a apontar a direção de que há tantas coisas por fazer nesse curto espaço de tempo e que o tempo, relativizado, às vezes parecendo tão absoluto, dá seu tom cabalístico, mas que ele, apesar de me esgoelar mais uma vez, é também co-criador do processo! Saturno, Saturno a nos cutucar!
Da mesma forma que o Café com Palavras nasceu de um processo muito louco de algumas pessoas que se encontraram pela primeira vez, no tempo certo. Certo também que meu olhar sobre ele tem um tom totalmente identificado. Afinal, eu me misturo profundamente com tudo o que acontece durante as gravações, com aquilo que eu chamo de identificação inevitável!! Me esforço por um distanciamento brechtiano, mas confesso que não me interessa muito estar de um lado menos afetivo da criação dessa nova brincadeira. Nem com as pessoas, essas as quais eu vi pela primeira vez e agora já não me soam tão estranhas assim... Muito menos com as que sentam diante de mim para compartilhar essa coisa praticamente íntima que é tomar um café juntos!

O espaço do Café é um imperativo de voz, dar voz e ouvir as vozes de quem senta na bendita cadeira e divide essa xícara de café em instantes tão transitórios. Mas é um café público! E é para sê-lo. Não penso que o Café com Palavras seja mais um programa no cenário caxiense de produção audiovisual. Não penso que deva ser só isso. Ele é um projeto cultural, que transcende a questão da tv, da internet ou do cenário local. É algo muito além: é o ato de fazer circular relações que se dão e que se encontram nos acontecimentos que rolam por aqui, produzidos por pessoas que dão um sentido diferente ao que fazem e afetam aos outros. A arte como um processo transformador e a comunicação como um meio de transparecer o que acontece nos confins de alguns locais. Viram!? Meu olhar não é desidentificado, é totalmente comprometido!

Consegui essa brecha no relógio para dizer que estou feliz que as coisas estejam acontecendo sem parar. Que o Café com Palavras seja algo que também instrumento de inquietude a quem o assiste, participa, observa, produz... Por que se não for para inquietar-se/inquietarmo-nos mutuamente... de que serviria mais alguma coisa, como diria Cazuza, nesse “museu de grandes novidades” ?

Espero que vocês também estejam gostando... Um beijo grandeee
Juli


Viagem Musical com Mozer de Oliveira! Voilá!




A foto tremelique acima é do Alex Lima, amigo batera que nos ajudou a montar todo o esquema musical com o querido Mozer de Oliveira.
Essa foi uma das gratas surpresas de meu retorno a Caxias. Aqui no blog ao menos consigo dizer certas coisas que talvez fiquem visíveis em meus olhos enquanto escuto algumas pessoas falarem. Foi o caso de estar com o Mozer.

A esfuziante maneira do mineirinho mais caxiense que conheço tocar e cantar as próprias composições, e não diferente as de outrém, colocaram-me num estado de curtição no mesmo momento em que ouvia aquelas vibrantes notas do violão e da voz de Mozer penetrarem cada poro de minha imaginação!

Além que a ideia de tornar do Café com Palavras um Pocket Show não foi deveras um caso do acaso. Foi criação coletiva mesmo. Há momentos durante a gravação do programa que olho para os lados e vejo tanta gente querendo curtir junto... Por que não transbordar “música” aos ouvidos alheios já que na mesa, tomando cafezinho, fica difícil compartilhar ao mesmo tempo com todos que passam ao lado?

Obrigada, Mozer, por essa oportunidade. Seja feliz sempre, com muita música sempre!

Um até breve,
Juli

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Um bichopapão chamado Alienação

O Café com Palavras dessa semana bota o dedo na ferida de muita gente que vai urrar ao saber que afastar um dos pais do próprio filho é, além de violência psicológica, um crime. Um bichopapão que se esconde em atos de 'amor'.

http://www.tvsolucoes.com.br/canal.php?c=33

"A Alienação Parental funciona como um ímã negativo, que repulsa a presença de um dos pais na relação com o filho. Normalmente, esse ímã é o guardião da criança, a própria mãe, (ou o pai em alguns casos), com o intuito de afastar o filho da convivência com o pai. O motivo essencial desse comportamento: VINGANÇA. Seja por causa de adultério, por brigas, por um casamento que não deu certo, pela ex-mulher não aceitar um novo relacionamento na vida do pai de seu(sua) filho(a). Ou por esses motivos todos juntos."

O fato é que para as pessoas que lutam incansavelmente para afastar os filhos do pai, basta um copo d’água para desatar uma tempestade.

Esse comportamento, que em síntese, causa uma série de conflitos especialmente para a CRIANÇA, tem raízes profundas. A Síndrome consiste numa série de sintomas, oriundos de comportamentos que se alongam, se agravam e se instalam na vida dos ex-cônjuges e do(s) filho(s).

Mas, o que mais impressiona é que a presença desse comportamento não acontece somente na vida de pais separados. Ela essencialmente começa DURANTE O CASAMENTO. E em muitos, muitos casos, o casal nem chega a separar-se. Casados, vivem um inferno conjugal, e passam a usar de artifícios dentro do próprio relacionamento para fazer dos filhos seus aliados.

“A sua mãe, aquela…”… “O seu pai… aquele…”

A enlouquecida e infeliz vida conjugal se torna uma desequilibrada vida em ‘família’. E para manter as aparências, esse casamento se arrasta por anos, e quando há a separação de fato, e também de Direito, essa ferida salta e vai parar, em muitos casos, nas delegacias de polícia.

O que era vida privada, se torna questão pública. O que era somente entre quatro paredes, vira tema judicial. E na maioria dos casos, baseada em MENTIRAS. DIFAMAÇÃO. FALSAS DENÚNCIAS E ACUSAÇÕES. Até o acusado defender-se, já se passou tempo suficiente para o guardião fazer literalmente a ‘caveira’ do outro genitor.

Nas investigações mais aguçadas de psicológos e assistentes sociais, fica óbvio o discurso maligno do guardião da criança que desde cedo já plantava sementes de discórdia contra o outro para afastar o afeto entre os dois.

Além das mentiras, o comportamento manipulador do guardião se encobre por falsos sentimentos de amor, de cuidade e de afeto. ‘Um papel de presente bonito para envolver um presente estragado.’

Outro dia conversava com uma amiga advogada, que era (no passado, era) uma ativista sincera das questões de gênero, especialmente no que se referia à violência contra a mulher… Nossa conversa parou num ponto extremo e essencial. Ela não mais advoga em favor de uma causa única, em favor de ‘gênero’, e eu perguntei a ela porquê. A resposta:

“Amiga, porque percebi que em muitos casos a catarse não corresponde ao discurso”.

Simplificando: nesses casos, os quais a amiga se refere, o discurso da mulher sobre o homem é um… Mas a realidade demonstra ser outra.

Sim, a realidade em muitos casos não é a dos boletins de ocorrência.

Não que essa não seja uma causa justa. A violência contra a mulher é tão cruel quanto a violência contra as crianças. Mas a questão é que emocionalmente afetada, a mulher pode utilizar-se de falsas acusações, falsas denúncias, falsas desmoralizações para afastar o filho da convivência do Pai e destruir com a vida do ex-cônjuge que supostamente “desgraçou a sua vida”.

A vitimização nesses casos não é um projeto legítimo. Ela encobre a Vingança, repetimos. Ela esconde o desejo incontrolável do guardião da criança em destruir com a vida daquele que um dia foi casado.

Seria talvez pelo desejo inconfesso de que gostaria que este continuasse a ser seu companheiro?

Álvaro Cechet coordena o Movimento Filhos para Sempre e entre um gole de café e outro explica mais sobre esse tema. Uma boa referência para mais detalhes é o documentário A MORTE INVENTADA, de 2009, do carioca Alan Minas. WWW.amorteinventada.com.br.

That's it!

terça-feira, 18 de maio de 2010

Agradecimentos já, ora pois!

Porque andorinha sozinha não pode e nem gosta de voar! Meus sinceros e puros agradecimentos à Duda Rocha, e Alberto Fiedler, dupla que surgiu de paraquedas na minha vida e que tem acreditado em algumas das minhas mirabolantes idéias. Ao Pedro, da Doce Docê, que ainda vai ter muita história prá contar com essa brincadeira de café e de palavras. Ao Zé, que está bem ao meu lado, sempre, a todo instante. E a todos os cotidianos e queridos colegas de trabalho da WebTV Soluções, que em tão pouco tempo, no passo a passo e no day by day vem recheando meus dias de idéias e companheirismo. Ju

O primeiro gole


Desde que o café foi trazido da Arábia, a gente fez dessa bebida uma espécie de motivo para ter companhia. Afinal, beber uma xícara de café sozinho e uma xícara de café acompanhado tem uma imensa diferença, não tem? Quem não abre mão dos afazeres por uma pausa para um cafezinho e uma prosa com os amigos? Se a conversa for um tanto interessante, dá vontade de ficar e tomar mais um. É praticamente um ritual de encontro.

A WebTV Soluções estreia o programa Café com Palavras, um espaço de encontro com pessoas interessantes que dizem coisas bem bacanas, onde o cafezinho é uma deliciosa desculpa. O projeto é só o início de uma bela parceria cultural entre a WebTV Soluções e a Doce Docê, tradicional casa de cafés, doces e salgados, que também é uma referência nos pontos de encontro dos adeptos ao cafezinho em Caxias.

Descobrir a arte, reinventar a cultura, rever o próprio comportamento, educar a consciência, aprender a olhar diferente para tudo. Já percebeu que uma conversa pode mudar seu mundo? Já sacou que uma conversa pode fazer a gente se descobrir, revelar segredos, rever mil coisas de um jeito novo e ver o ‘outro’ diferente? Então, misture tudo isso e prove do programa Café com Palavras. Um bom motivo prá gente se encontrar.

A qualquer momento no canal Café com Palavras na www.tvsolucoes.com.br.

Sempre inédito sexta-feira no canal 14, às 18h30. E se você quiser repetir a dose, a reprise acontece em horários variados.

Domingos: 11h - 17h – 21h30 - 1:00h - 5:30h

Terças: 11h - 13h – 18h30 – 23h30h – 1h - 5:30h

Quartas: 18h30 – 23h30 – 1h30 – 5h30

No primeiro programa a jornalista Juliana Wexel conversa com o jornalista, astrólogo, escritor e outras ‘cositas más’ Nivaldo Pereira, que entre um gole de café e outro abre o repertório do próximo projeto, o Sarau Luz do Verbo.

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